9
de
dezembro
Um dia eu tive que deixar meus país, praia calma e árvore de palma…
Esse dia eu não poderia mesmo gritar.
E eu esqueci-me de que fora de lá haveria outros homens
mas hoje, mas hoje, mas hoje, eu não sei por que.
Sinto um pouco mais de azul do que então,
No dia de carmem miranda o morreu
colocaram uma fotografia no seu apartamento.
Sua boca inoperante com batom vermelho sorriu e as pessoas gritaram, era aproximadamente dez,
mas hoje, mas hoje, mas hoje, eu não sei por que.
Eu sinto pouco mais de azul do que então…
Uma manhã vinheram ao redor fazer exame na cadeia
eu sorri deles e disse - toda para a direita.
Mas sozinho na noite do mesmo dia eu gritei e gritou outra vez,
mas hoje, mas hoje, mas hoje, eu não sei por que.
Eu sinto um pouco mais de azul do que então…
Uma noite eu vi uma filme mexicana, que estes irmãos gêmeos tentaram
se matar e abriram os braços e começaram com duas balas
E morreram num doce desejo sem nenhum suspiro.
Mas hoje à noite, mas hoje à noite, mas hoje à noite, eu não sei porque eu sinto um pouco mais de azul do que então
um dia eu fui para baixo ao subterrâneo, mas eu faltei ao último trem.
E agora nisso eu sou justo! olhando ao redor me sinto com um pouco mais de azul do que então
olhando em torno..eu não sei porque
eu sinto um pouco mais azul do que então…
[Caetano]
4
de
dezembro

Particulas
Particula ridades
Plurais
O tempo ecoa
como zumbido da concha no ouvido
em transe escuto
absorvo
torto
as ruas
o caos
"o abismo que é pensar e sentir…"
os sonhos
as nuvens
o caminhar
Me procure
e se ache em mim
do lado de fora faz frio
então por que não usa meu corpo como refugio… cobertor
liberta-te do frio
liberta-me da incerteza
….
.
.
.
Enquanto isso…
Me refaço de graus e lacunas
as horas vão… sempre libertam-se do meu relógio
eu é que ainda me faço
e laço
o dia se aproxima e as coisas estão devidamente marcadas
não por mim
nem por outrem
pelo acaso…
é ele mesmo que ve ali
eu vou sorrir!
30
de
novembro
Sinto-me de volta
A mim
ao olhar
ao ser
embriago-me
perco-me
ando por linhas invisíveis e retorno…
Algo vem diferente
Trago um outro ser…
Ser…
Corro demais
procuro entre o caos das horas
entre o correr dos tempos
as minhas pernas curtas
correm
e ando descalça pra acompanhar outro ser
Outra mulher…
o que ela me diz…
estou imersa…
entao repousa teu rosto em mim
nova mulher…
encosta teu barco em meu cais
Anda comigo
Ando por ai …
Me sinto tocando os sinos que te chamam
dizem que é acaso
mas a nova mulher aparece onde nunca espero
eu não sei…
sei bem do que sei
corro pelas avenidas vendo flores que perfuram o asfalto bem ao meio-dia.
Sinto-me retornar
mesmo diferente
e andando por outro lugar
Laiz Mara Meneses Macedo!
21
de
novembro
"Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida,
…
É deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
…
É ter coragem para ouvir um "não"
É ter segurança para receber uma crítica
É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo" sinceramente."
[Trechos do "Simples Coisas da Vida"]
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Enfim fim de semana
O tempo já não passava
…
Mas estou bem em meus graus…
Beijos a todos!
15
de
novembro

Tenho feito uma pesquisa de campo sobre o assunto, mas se eu fosse falar aqui tudo o que foi coletado, causaria espanto em quem lê.
Mas a intenção aqui é parabenizar os projetos que auxiliam na prevenção e informação para as familias e vitimas de abuso e exploração sexual.
E a casa de Zabelê na minha cidade que tambem faz um prjeto bacana com as meninas que sofrem esse tipo de violência.
Fiquem atentos, esse é um problema que deixa marcas para toda vida. E que pode estar acontecendo próximo a você!

29
de
outubro
Agora que eu descobri o barulho do mar, não me diga: Volte!
Não me espere do lado de lá!
Me repare… Me escreva…
Me enlaçe… Fique aqui ou saia da minha teia…
"Pegue ou largue! Lá vem o verão se apresse ou desapareça.
Ande, me seqüestre ou depois não se zangue… Me chame ou me deixe ir…
Pegue ou largue!"
Por que em parte sou o que desejo
Mas minha outra parte não é alheia
Então não é a qualquer hora que você queira
Que daqui de dentro vai sair uma canção
Não me traio mesmo que as vezes me divida.
Não me venha com olhos de atração pequena… o meu peito arde e ferve como esse poema.
Então não use disfarçe… entre por sentir vontade…
Pois eu:
"Caminho em frente pra sentir vontade…"
18
de
outubro
enquanto ela cuida da vida.
Não sei por que a amo.
Será por causa do seu abraço em forma de abrigo
Será por causa dos cuidados… por cuidar na hora do grito, fome, corpo… na hora em que o sangue jorra e meus dedos já não sentem mais nada.
Será por causa dessa cor branca que sai de seu corpo remetendo-me à paz…
Será por causa desse olhar de sinceridade e plenitude….
Será…que será
A Amo sempre e tanto em infinitude.
17
de
outubro
Fragmentos
O olhar ………………………………… distante
Os lábiostãopertos ………………………………… beijos
Frio ………………………………… calor
Livros de cabeceira ………………………………… mudos
40 dias ………………………………… 40 noites ………………………………… 40 anos
Varais ………………………………… e ………………………………… Ventos
Transportam lembranças através do tempo
Um Ensaio ………………………………… sobre a cegueira
Um dia frio
Um bom lugar ………………………………… para ler um livro
Manhas ………………………………… manhãs
Amanheceres ………………………………… permanecer
Horasehorasehorasehoras
Assimjuntinho
[Claudio]
2
de
outubro

"… ando só
nem sei por que
não me pergunte
o que eu não sei
ando só
como um pássaro voando
ando só
como se voasse em bando
ando só
pois só eu sei andar
sem saber até quando
ando só"
[Engenheiros do Hawaii]

"Sempre sem sentir
olho o mundo
e me vejo só
beijo as sombras
que num momento
me adornam um sol
criar num refúgio
um deus em quem me acudo
enfim me acenar
as horas que sublimam o pensar
guiar rumo ao leste
a um céu que deserte
um filho ao tentar
sem asas, um livre voar
Tento reagir
ao silêncio que impuro forme
a tristeza que num flanco abrigar
o tesouro que oculta encobre
criar um dilúvio
que ordenhe ouro puro
do sangue a girar
em voltas perdidas no mar
que banha como vulto
o eterno tão confuso
que finge ao deitar
nas ondas, as ruínas do ar"
[Hojerizah]

Eternitad
O que faria eu
Ou não faria
Despencaria em correntes
Feito rio rumo ao mar
Escreveria poesias nas paredes
e pelo chão riscaria um caminho vermelho ‘all star’
Mapa para teu peito, ‘anima e cuore’
Navegaria céus distantes
Atravessaria estações
Para no carnaval ser inteiro amor
e ter forças para atravessar um oceano de dias
até o infinito nos encontrar.
[Claudio]
25
de
setembro
Tenho o não saber
Aquele não saber de quem ama, de quem espera
Aquele não saber de quem escreve durante o sono
Aquele não saber de quem imerge no inconsciente
e busca, rabisca, teima e tenta
Aquele não saber de quem se joga na estrada
e por isso não sei, não sei quem sou
se a todo momento algo novo em mim se renova
Sei de onde vim, sei do hoje
Esqueço o ontem, desconheço o porvir
Tendo a não saber
A estar num espaço e não me considerar dele
A buscar algo que quando acordo não se presencia
Tendo a não saber
Aquele não saber de quem viaja acordado
e é suplantado por um estalo
Aquele não saber de quem sente o calor
e o gosto de canela e coco tudo junto
Essas palavras são laços se desfazendo
me levando a saber e não saber
Não sei como uni-las numa lógica que se faça mais compreensiva para o leitor…
Sei dos meus olhos defronte o espelho… sei da minha pele
ardente
sedenta por liberdade
por infinitude
.
.
.
Laiz Mara Meneses Macedo