MusicArtePoética

“Abra seus poros e papilas e pupilas à luz da manhã…”

22

de

janeiro

de longe…

De longe o caos parece fazer sentido aos olhos de todos eles.

às 4 da manhã

vejo o céu laranja

a insônia

o silêncio que de tão mudo ensurdece

e aí então… o que sobra de todos os dias

os pensamentos viram folhas pelo chão

que vou guardar num caderno de folhas recicladas

reciclar-me talvez seria mar… imenso… azul de sal.

Enquanto o tic tac pinta a noite penso:

Todas as coisas… tudo em mim e em si

as frações de mim imploram

mais…

mais …

mais…

O que é mais?

Laiz Mara Meneses Macedo !

 

"Muito pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais, viver tá me deixando louca… não sei mais do que sou capaz…. muito pra mim é tão pouco. E pouco eu não quero mais."

21

de

janeiro

Calor

          " Eu não sei o que meu corpo

           abriga

            nestas noites quentes de

            verão…"

             Descobrir é sempre um novo

             mundo

             As vezes não se está pronto

             para nascer num novo lugar

            Mas como todo pássaro

           fora do ninho aprende a voar…

           estou a caminho pra um dia

           me encontrar. 

           [Laiz Mara]

 

 

17

de

janeiro

Samba…

O cordão do meu samba arrasta

enlaça

disfarça

e se eu fugir e fingir e rir?

A morena passa entre cabelos e lençois

entre batidas e céus e seus véus

Nem a calçada calada consegue conter-se

mostra as suas cores em alegres ladrilhos

Ah se essa rua fosse minha…

Quem mesmo sai de casa pra passear?

Quem mesmo senta a porta pra conversar e prosear… prosas e poéticas prosas…

Talvez a morena alí

Que revertendo todos os graus

e Iluminando aquele lugar inabitado…

trouxe um pouco de aquarela pra meu jasmim.

é tudo tão simples….

Laiz Mara Meneses Macedo

 

14

de

janeiro

Fotografia

 

 

Fotos: Wanessa Jansen

 

"Alguns poucos seres morrem quando envoltos por grandes atentatados contra a vida:
dezenas, centenas, milhares de vidas mortas ao estalar de dedos.
Mesmo que essas centenas de vidas sejam de pequenos colibris.
Talvez isso explique o porque de alguns seres, manterem-se tão afastados."

 

 

 

13

de

janeiro

Quando…

 

A sede initerrupta dos corpos no alvorecer

As nuvens caminhando lentas formando formas

O chão… os pés…

Hoje não quero senão mais um dia, mesmo sem promessas, mesmo sem acasos… Apenas mais um dia!

Daqueles em que a gente pode sair e encontrar um outro corpo e ser suplantado pelo sorriso do outro

Daqueles em que a gente pode ser levado pelo vento

 

Sim, uma hora em que a gente senta e escuta e compreende em um minuto o que meses levaram-se para entender… Sim… Um dia feito de dois. Daqueles que amenizam cicatrizes… e enchem o tempo de vento solar, de estrelas no mar.

"Liberdade é um bem natural!

 Uma qualquer uma que pelo menos dure enquanto é carnaval…

não faça bem mas que também não faça mal!"

12

de

janeiro

poros

 

“…seus corações estavam bem leves(…) . Pela primeira vez , haviam feito algo por amor”

 

“…deitar-se junto a ela, sobre ela, dentro dela, com toda a sua concupiscência e todo o seu desejo. E ele ficava a suar, e o os membros tremiam, enquanto sufocava em si esse horrendo desejo e se curvava na direção dela, para acordá-la em um casto beijo paternal…”

 

”Somos inteiros quando sentimos falta de algo… O homem ou a mulher que têm tudo é, sob certos aspectos, alguém pobre. Nunca saberá o que é ansiar, esperar, nutrir a alma com o sonho de algo melhor. Nunca saberá o que é receber de quem ama algo que sempre quis e nunca teve.”

12

de

janeiro

Feliz 2009!!!!!!!!!!!

“O que lembrar, relembrar?
Acertos, erros, realizações, promessas não cumpridas, adiadas…
O quanto ganhamos, perdemos,
crescemos corpórea, psíquica e espiritualmente?
O quanto aprendemos,
O quanto foi aprendido e não colocado em prática?
O quanto amamos e deixamos de amar,
Silenciosamente, incontrolavelmente?
Amor, liberdade, alegria, prazer, verdades…
Somos poetas, palhaços, educadores, artistas, empreendedores, empresários, críticos e tantos outros. Somos o infinito.
Quando sonhamos?
Quando olhamos para o horizonte?
Quando nos permitimos e conseguimos?
quando atravessamos um ano, atravessamos uma fração do tempo”

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