14
de
dezembro
O mel
A polpa do maracujá
As íris
A flor de lótus
O violão
O água de coco
"Nem adão, nem eva, nem maçã,
Mas o chão de onde eles brotam."
A espera firme, constante…
Um ardor
Teimosia
Calor… latente… pulsante
alma | brancura | corpo
Luta
Dias decorrentes | Tempo
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E como dizem:
- A que aprende a evoluir mais rápido…
- A poetinha que escreve no escuro
- A Lala - Lalá - Laizinha
Laiz Mara em suas aliterações e vocativos!
Maaaaaaaara.
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Intensidade e subjetividade
reciproca…
infinitude…
como todos nós… infinitos… então: "Deixa ser…"
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"Eu me encontro quando canto uma canção…
Dores e sonhos se vão embora com o vento, com o ar, com o chão".
.
.
.
eu, que quase esqueci que
eu, que vou até o fim e
eu, que amo a mais de mim
eu, que sempre digo que fui
eu, sei ou não o fim
sou eu, parto a existência
e digo a claro no escuro
perturbando o mundo inteiro
fazendo sol e chuva todo dia
de palavras, frases, melodias
eu, sou hospede do tempo
eu, aguardando aquele dia frio
eu, levando a gentileza
eu, não quero mais tristeza
eu, que marco as mãos com linhas do tempo
fazendo sol e chuva todo dia
de palavras, frases, melodias…
[Roberta Campos]
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Poxa descobri Roberta Campos e não paro mais de ouvir.. pop meio folk… bom de ouvir!
10
de
dezembro
Uma noite, daquelas de bar… daquelas de versos e canções
Ontem foi uma daquelas noites de corpos surgindo voluptuosos
Nítidos
Em meio à confissões de mentes confusas
Em meio ao antes
ao outrora
o que existe entre o tempo?
…

- "ainda é cedo…"
Noite de dezembro em meio a infinitudes de dúvidas
a noite suga desse seio todos esses anseios
deixa o tempo…
deixa ele alí… resolvendo….
mas que conformismo
e não sei viver do tempo que virá
é latente
calor
aço derretendo
escorrendo pelo meu corpo
transcorre
rio
rua
de dezembro
que acorda meu olho
minha boca…
façamos!
dezembro finda e nos espera…….
tempo…………………………………………………………………………………………………….
Laiz Mara Meneses Macedo
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Lua
Júpiter
Vênus
encontraram-se
vi e disse:
Lua
Voz
Violão
Lembra-te?
O primeiro dia…
…
9
de
dezembro
Um dia eu tive que deixar meus país, praia calma e árvore de palma…
Esse dia eu não poderia mesmo gritar.
E eu esqueci-me de que fora de lá haveria outros homens
mas hoje, mas hoje, mas hoje, eu não sei por que.
Sinto um pouco mais de azul do que então,
No dia de carmem miranda o morreu
colocaram uma fotografia no seu apartamento.
Sua boca inoperante com batom vermelho sorriu e as pessoas gritaram, era aproximadamente dez,
mas hoje, mas hoje, mas hoje, eu não sei por que.
Eu sinto pouco mais de azul do que então…
Uma manhã vinheram ao redor fazer exame na cadeia
eu sorri deles e disse - toda para a direita.
Mas sozinho na noite do mesmo dia eu gritei e gritou outra vez,
mas hoje, mas hoje, mas hoje, eu não sei por que.
Eu sinto um pouco mais de azul do que então…
Uma noite eu vi uma filme mexicana, que estes irmãos gêmeos tentaram
se matar e abriram os braços e começaram com duas balas
E morreram num doce desejo sem nenhum suspiro.
Mas hoje à noite, mas hoje à noite, mas hoje à noite, eu não sei porque eu sinto um pouco mais de azul do que então
um dia eu fui para baixo ao subterrâneo, mas eu faltei ao último trem.
E agora nisso eu sou justo! olhando ao redor me sinto com um pouco mais de azul do que então
olhando em torno..eu não sei porque
eu sinto um pouco mais azul do que então…
[Caetano]
4
de
dezembro

Particulas
Particula ridades
Plurais
O tempo ecoa
como zumbido da concha no ouvido
em transe escuto
absorvo
torto
as ruas
o caos
"o abismo que é pensar e sentir…"
os sonhos
as nuvens
o caminhar
Me procure
e se ache em mim
do lado de fora faz frio
então por que não usa meu corpo como refugio… cobertor
liberta-te do frio
liberta-me da incerteza
….
.
.
.
Enquanto isso…
Me refaço de graus e lacunas
as horas vão… sempre libertam-se do meu relógio
eu é que ainda me faço
e laço
o dia se aproxima e as coisas estão devidamente marcadas
não por mim
nem por outrem
pelo acaso…
é ele mesmo que ve ali
eu vou sorrir!