25
de
setembro
O não saber
Tenho o não saber
Aquele não saber de quem ama, de quem espera
Aquele não saber de quem escreve durante o sono
Aquele não saber de quem imerge no inconsciente
e busca, rabisca, teima e tenta
Aquele não saber de quem se joga na estrada
e por isso não sei, não sei quem sou
se a todo momento algo novo em mim se renova
Sei de onde vim, sei do hoje
Esqueço o ontem, desconheço o porvir
Tendo a não saber
A estar num espaço e não me considerar dele
A buscar algo que quando acordo não se presencia
Tendo a não saber
Aquele não saber de quem viaja acordado
e é suplantado por um estalo
Aquele não saber de quem sente o calor
e o gosto de canela e coco tudo junto
Essas palavras são laços se desfazendo
me levando a saber e não saber
Não sei como uni-las numa lógica que se faça mais compreensiva para o leitor…
Sei dos meus olhos defronte o espelho… sei da minha pele
ardente
sedenta por liberdade
por infinitude
.
.
.
Laiz Mara Meneses Macedo


Comentário por tah — ()
Oi laiz!!!
qto tempo!
To mais sossegada… respirando mais profundo e livremente agora. UFA!!!
Adorei esse seu post! Mto lindo!
Bjão
Comentário por Adh2bs — ()
LMMM;
Lindas poesias as suas músicas… Fico imaginando como seria o seu ritmo sendo melodiosamente cantadas…
BJs, ótimo final de semana!
Adh
Comentário por tah — ()
saudades…
vem dar risada no meu blog!
bjao